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Por Um Fim de Guerra

POR UM FIM DE GUERRA!

Já são em número suficiente os que vieram ao mundo para combater e separar. 0 progresso e o valor de cada seita e de cada grupo dependeram talvez desta atitude discriminatória e intransigente. Aceitemos, por isso, como o melhor que foi possível tudo que nos legou o passado, mas, procuremos que seja outra a atitude a tomarmos. Lancemos sobre a terra uma semente de renovação e de íntimo aperfeiçoamento.

Reservemos para nós a tarefa de compreender e unir. Busquemos em cada homem, tribo e crença, não o que nele existe de adverso mas o que existe de comum e de abordável para que se lancem as escadas da paz, firmes e duradoiras, ao invés das barreiras que, no decurso da escalada, tornam lisos ou quebrados os degraus da escada ainda interminada. Empenhemos todas as nossas energias para estabelecer um mútuo entendimento e punhamos de lado todo o nosso instinto de particularismo e de luta, alargando a todos a nossa simpatia.

Reflectamos no como são diferentes os caminhos que cada um toma para seguir na busca da verdade, em que muitas vezes só um antagonismo de nomes torna difícil visualizarem-se os degraus da PAZpalavraainda. Que surja à Luz o intimo desejo-vontade ainda e nela nos banhemos em eterno branco; que esteja visível e firme a Escada da PAZ e que brilhe na transparência incorrusível das vontades um Vermelho Vida e não de morticínios até à data.

Aprendamos a chamar Irmão ao nosso Camarada e Camarada ao nosso Irmão e façamos apelo ao nosso maior esforço para que se não quebre a escada da fraternidade; não se perca o dom do amor e não se feche o coração à mais perfeita voz que nos chama e solicita. Não os queiramos para o nosso grêmio, nem pretendamos ingressar no deles, mas desejemos apenas que, da melhor compreensão entre uns e outros, do conhecimento das essências individuais em grupos, se erga a morada num País que não distinga filhos e eleitos e a todos por igual proteja e incite. Que fique cada um com a seu ideal mas pretenda-se que não se tomem os de ideais diferentes por implacáveis inimigos ou por preversas almas perdidas; são homens como nós e vão-se dirigindo ao mesmo fim pelo que juntemo-nos, desde já, como futuros companheiros.

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Letradas….! PORQUÊ

 

QUE NÃO MORRA A ESPERANÇA

 

“Letradas de Repolho”, mas isso é nome que se dê a um Blog? Decerto que te perguntarás!.  Está certo que não é um nome vulgar. Tem algo a ver comigo. Provém da gargalhada e da forma como lá no meio me tratavam. E lá no meio, recordo Luanda, quando me dediquei à escrita e publicação de algumas Crónicas Sociais. Foi  exemplo disso o meu lidar com Man Chiquinho quando me chegava a casa e dizia "Como é Tarkouve, posso entrar?". E disso também foi exemplo o gozo do David Mestre quando tentou soletrar o 2º pseudónimo HAZG ORTLGPA e ao tentar soletrar ORTL optou por hortaliça que ficou entre nós generalizado. Seria de aborrecido ficar mas retribuí-lhe simpaticamente com um "Tudo bem, pode ficar assim irmão de horta!". É caso disso também o reporte do Correio da Semana que a respeito do meu aniversário em 93 escrevia "…Luis de Tark vulgo Hortaliça…”

Nessa altura, passara a procurar um nome de Raça entre as hortícolas. Pensei em Cebola mas esta é de fazer chorar. E foi na Bibi do Bastos, que aconteceu. 0 nome veio ao meu encontro com a sugestão duma sopinha de Repolho.

O Repolho mistura-se com tudo. Fazem-se saladas, coze-se cortado em quartos ou desfolhado. Não é preciso condimento: basta o Sal, a água, azeite e vinagre.

E     se virmos bem, um repolho é um hortícola que envelhece, apodrece folha a folha, é verde e em bola. No verde reside a esperança que envelhece no tempo. Tiremos-lhe a folha seca e verde estará talvez a folha seguinte ou por sinal já por demais apodrecida.

E     isto porquê?! Este meu Repolho fora colhido há já mais de dezasseis anos. Deixara-o por lá estar. Não o quiz comer, e lá consegui embarcá-lo comigo para este Portugal.

DEUS, se existe, que me acuda! Arranquei-lhe as folhas secas. Tive de fechar o nariz tal era o seu fétido cheiro das suas folhas interiores apodrecidas.

Depois de todo desfolhado, fiquei na hora espantado ao ver que, no topo do tronco já apodrecido, existia um pequeno talo verdinho que separei com todo o cuidado do tronco putrefacto.

Replantei-o num vaso, em casa, mas o verde talo não cresceu. Procurei apoio em Sites, recorri a subsídio para a Agricultura mas dizeram-me que nada havia a fazer porque a crise afectava as Culturas. Levei-o para um Parque Natural e mal o abandonei plantado já alguém faminto se acercou para arrancá-lo. Trouxe-o de novo para casa. De novo o coloquei em vaso e o coloquei  à secretária.

Aproveitando aí, os meus parcos dotes em letras, surgiu-me a ideia de criar este blog “Letradas de Repolho”. Por estranho que lhe pareça, por cada crónica que reescrevo, ou um novo texto que edite, verei aderir ao verde talo outra folha de esperança. Por isso, todas as semanas, neste dia, degira a minha letrada e vamos recriar cada um o pouco pouco que nos caiba fazer para aumentar a esperança e deixemos crescer o repolho para uma óptima sopa.
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